Alimente os Peixes!!!!

15 fevereiro 2006

Patricia Travassos e a Bunda Mole

(Fulaninha) acordou às seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa a tempo de dar um beijo burocrático em (Fulaninho), o marido, e de trocarem cheques, afazeres e
reclamações.

Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda, saiu como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e uma advertência por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro.

No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha.

Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova contratada da empresa para o cargo que ela, (Fulaninha), fez de tudo para pegar, mas que,
apesar do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu.

Pensou se abdômen definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma reunião ligaram do colégio de (Bunitinha), sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor
de ouvido e febre.

Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que lidar nos próximos meses.

Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado.

Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor.

Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças.

Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório!

Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta continuava fora de área.

Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos.

Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir.

(Fulaninho) chegou puto de uma reunião em São Paulo (ou sua cidade-inferno preferida), reclamando de tudo.

Jantaram em silêncio.

Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono. (Fulaninho) a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles momentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar.

Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário:

- Tá ficando com a bundinha mole, (Fulaninha) ... deixa de preguiça e começa a se cuidar...

(Fulaninha) olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando a cabeça de (Fulaninho) até ver seus miolos espalhados pelo travesseiro!

Depois se viu pulando sobre o tórax dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou, um a um, todos os seus dentes; depois deu-lhe um chute tão brutal no saco, que voou
espermatozóide para todos os lados!

Em seguida usou a técnica que aprendeu num livro de auto-ajuda: como controlar as emoções negativas.

Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou: Não ia valer a pena, não estamos nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual...

Resolveu agir com sabedoria.

No dia seguinte, não levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a empregada.

Foi para uma academia e malhou duas horas.

De lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de acaju e as unhas de vermelho.

Ligou para o cliente novo insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do projeto dele.

E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura eliminar, em dez sessões, a gordura localizada.

Enquanto se hospedava num spa, ouviu o marido desesperado tentar localizá-la pelo celular e descobrir por que ela havia sumido.

Pacientemente não atendeu.

E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico para a caixa postal dele:

- A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura.

Um beijo da preguiçosa...





OBS.: as personagens tinham nomes próprios, mas como cabiam em centenas de casais, optei por troca-los. Até porque eu AMO interferências!

6 comentários:

Anônimo disse...

É 'floide' meeesss ! Patricia Travassos ??? Tenho uma colega com esse nome...é repórter !
Bem...quarta é um dia bacana, pelo menos pra quem não curte nadinha acordar cedo >>> rodízio ...hehehe
Ontem nasceu meu bebê...a nº 2 da revista de viagens mil !
Vou te levar umas!
Bem...vou agora mergulhar em novo tema viajante >>> festas juninas em tooodo o Brasil !
Quer um pé-de-muleque ? Bem...melhor o "muleque" inteiro, né...rs
Kisses
Buxa Ruiva

Anônimo disse...

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Luizabet disse...

Vc, Patrycia, é inenarrável!!!

Amo-te!

Beeeeeeijo...

Luizabet

Luizabet disse...

Patrycia???

É óótema! Sempre.

Bju.
Luizabet